2012: Álbuns Que Fizeram Diferença

Final de ano e nada como uma retrospectiva, sim! Uma pequena lista de 12 álbuns que fizeram a diferença em 2012 (pelo menos para mim), seguidos de um breve comentário. LET’S ROCK!


12: Best Coast “The Only Place”

“The Only Place” é um album tipicamente de verão. Músicas alegres que fazem você querer andar por aí, pular no lago, apostar uma corrida de bicicleta com seus amigos. Verão e nostálgico eu definiria esse album. Dou destaque para três músicas: “The Only Place”, “Dreaming My Life Away” e “Let’s Go Home”. Para quem procura um som parecido, recomendo o primeiro CD do Gold Motel, “Summer House”.

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11: Arnaldo Antunes “Acústico MTV”

Arnaldo Antunes foi um descoberta muito boa. Letras muito boas e músicas fáceis de cantar, já que Arnaldo não aumenta o tom de voz uma única vez em todas as músicas. Tenho que citar também a banda de apoio de Arnaldo que conta com caras como Curumin e Marcelo Jeneci, é de se esperar um album realmente bom. Dou destaque para algumas músicas: “A Casa é Sua”, “Socorro”, “Envelhecer” e “Passe em Casa”.

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10: The Killers “Battle Born”

Muito esperado, o 5º album de estúdio dos Killers foi muito aquém do esperado. A obra solo do vocalista Brandon Flowers, “Flamingo”, me deixou muito mais satisfeito que o “Battle Born”. Para mim, em muitos momentos enquanto escuto “Battle Born”, parece que estou ouvindo um lado B do “Flamingo”, com as músicas que sobraram e não mereceram o lado A. Ainda sim gosto do album, consigo salvar umas três músicas que ficam num nível THE KILLERS de ser: “Runaways” (quase, QUASE, um “When You Were Young”), “Deadlines and Commitments” e “Miss Atomic Bomb

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09: Linkin Park “Living Things”

Quando eu achava que o Linkin Park não iria mais para frente, eles vem e trazem uma ponta de esperança de dias de “Hybrid Theory” ou “Meteora”. “Living Things” é um album e tanto, arrisco a dizer o melhor desde “Meteora”. Só pelo simples fato de eu não dormir (como no Minutes to Midnight) em nenhuma música mostra que o Linkin Park achou seu caminho de volta. O trio do começo do CD não poderia ser melhor: “Lost In The Eco”, “In My Remains” e “Burn It Down”, com a ótima “Castle of Glass” no meio do CD. Queimem o “Minutes to Midnight” e escutem “Living Things”!!

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08: Vivendo do Ócio “O Pensamento é um Imã”

Os baianos do Vivendo do Ócio não me decepcionaram e fizeram um album tão bom quanto o primeiro deles, “Nem Sempre Tão Normal”. O CD inteiro é bom, só aponto como defeito a falta de mais músicas, 11 não são o suficiente para matar a sede de rock’n’roll. Escute e até você vai sentir saudades da Bahia, mesmo que nunca tenha ido lá. Dou destaque para “Silas”, “Nostalgia”, “O Mundo é um Parque” e “Preciso me Recuperar”.

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07: The Tallest Man on Earth “There’s No Leaving Now”


Nunca fui muito fã de folk, mas The Tallest Man on Earth conseguiu ganhar um espaço e me fez descobrir que a folk music é sim muito boa. A voz de Kristian Matsson lembra muito de um carinha que fez muito sucesso nos anos 60 com folk também: Bob Dylan. É um CD calmo, com letras cabeças e melodias que chegam até a dar sono (indico escutar antes de dormir, é infalível), mas não no sentido ruim. Se você tinha um preconceito com folk recomendo rever seus conceitos e escutar esse album. Dê atenção para as músicas “Revelations Blues”, “1904”, “Bright Lanterns” e “Little Brother”.

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06: Bazar Pamplona “Todo Futuro É Fabuloso”

Bazar Pamplona é uma das surpresas de 2012 que, juntamente com Vivendo do Ócio, Apanhador Só e Vanguart, mostram que existe um futuro brilhante para o rock brasileiro. “Todo Futuro É Fabuloso” é um álbum delicioso de se escutar. Letras meio estranhas com melodias diferentes do convencional são o que fazem de disco realmente bom. “Greve”, “É Tão Cafona O Que Eu Sinto Por Você” e “Todo Futuro é Fabuloso” são os meus destaques desse que, na minha opinião, é um dos melhores álbuns brasileiros do ano.

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05: Band of Horses “Mirage Rock”

Band of Horses me chamou atenção no show que eles fizeram por terras tupiniquins no festival Lollapalooza e, desde então, virei fã dos caras. Com um som que me transporta para dentro de um carro viajando pela vastidão dos EUA, “Mirage Rock” continua o ótimo álbum de 2010, “Infinite Arms”, sem errar em nenhuma música! Dou destaque para a grande música de abertura “Knock Knock”, a homenagem a um falecido amigo “Slow Cruel Hands of Time” e uma que faz você refletir, “Everything’s Gonna Be Undone”.

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04: Mystery Jets “Radlands”

Mystery Jets foi a maior descoberta de 2012. Já tinha escutado o “Serotonin”, disco de 2010, e não me chamou muito a atenção. “Radlands” é sombrio, alegre e triste ao mesmo tempo. Tem uma ode a uma freira, a primeira noite de um rapaz num prostíbulo e até uma discussão sobre que discos ficam com quem na separação de um casal. Os temas abordados nas letras foram o que me cativaram mais no disco, mas a melodia que constrói as músicas são perfeitas também. Recomendo o disco inteiro, em especial a “You Had Me At Hello”, “Greatest Hits” e “Sister Everett”.

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03: Keane “Strangeland”

Keane é uma banda que nunca te decepciona ou te entrega um CD abaixo do esperado (como o The Killers). “Strangeland” cumpre com honras o papel de suceder um disco que eu escutei de cabo a rabo 182794871 vezes (“Perfect Symmetry”) e um single escroto (“Night Train”). Com músicas que mantém a qualidade e característica do trio de quatro da terra da rainha, esse disco fica entre os melhores de 2012 justamente por isso: se manter com características semelhantes sem ficar repetivo e maçante como uma banda de punk (Green Day) ou apelar para pop ft. David Guetta (Coldplay). Gosto muito desse disco e destaco “Disconnected”, “Sovereign Light Cafe”, “Neon River” e “You Are Young”.

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02: Norah Jones “Little Broken Hearts”


Nunca dei muita atenção para Norah Jones, achava monótono e ela sem graça nenhuma no palco. A presença de palco dela não mudou muito, acho que nem sua música, mas eu mudei e acabei achando esse disco um dos melhores do ano. Gostei de tudo: das letras que são o forte da cantora, do som da guitarra, da capa… TUDO! Me apaixonei pelo disco, especialmente pela dor que “She’s 22” passa, e o sentimento de moving on da “Happy Pills”. Escute também “Say Goodbye” e “Out on The Road”.

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01: Arctic Monkeys “RU Mine?/Electricity Single”

“Duas músicas que valem um disco inteiro”, é o meu resumo para esse single fenomenal do Arctic Monkeys. Sou fã dos caras, pode ser até por isso que eu simplesmente ACHEI FODÁSTICO esse single. “R U Mine?/Electricity” é perfeito, eles mantém o mesmo ritmo do Suck It And See e seus b-sides e dão uma amostra do que está por vir num futuro próximo (quem sabe ano que vem?) no quinto album de estúdio. É esperar para ver.

Amanhã, quando a gente se encontrar por aí, quem então vai perguntar:
- Como vai?
Você vai dizer assim:
- Comigo tudo está em paz, mas esse chapéu, desculpe não me leve a mal, mas não lhe cai bem.
- É tão cafona o que eu sinto por você, meu bem, tão cafona quanto o meu chapéu, ó céus, não se lembra? Foi um presente seu!